Porto do Céu - Astrologia Signos:
 
   



Os Amores de Apolo

Stela Brito - Astróloga

Era uma vez um deus na mitologia grega, muito bonito e luminoso, mas não muito feliz nas aventuras amorosas.

Será que foi Afrodite, a deusa do Amor, que o condenou a ser infeliz porque ele, anunciando o dia com sua luz, mostrou-a em pleno leito de amor com o amante Ares? Esse deus grego, desventuroso no amor, é Apolo, de quem agora passo a narrar as aventuras e desventuras amorosas.

Apolo é o deus da luz, vencedor das forças ctônias, filho de Zeus e Leto, é o Brilhante, o sol. É alto, majestoso e tem a face radiante de beleza. Mas mesmo com tanta luz e formosura, Apolo, que teve inúmeras ligações com musas, ninfas e simples mortais, jamais encontrou segurança e felicidade nas relações amorosas.


Dafne: o Loureiro consagrado a Apolo

Apolo conhece a ninfa Dafne, por quem se apaixona. Este seu primeiro amor foi insuflado por vingança de Eros. Apolo havia zombado de suas flechas, considerando-as brincadeira, porém o filho de Afrodite tinha em seu poder as flechas da atração e da repulsa. Eros atinge Apolo com a flecha do amor e Dafne com a da aversão e repulsa.

Apolo se apaixona e Dafne se esquiva e não se sensibiliza com as súplicas amorosas do deus solar. E mesmo sendo Apolo o inventor da medicina, um curador que tem todas as plantas à sua disposição, não encontra uma erva capaz de curá-lo desse amor tão devassador. A ninfa não o deseja e foge amedrontada. Apolo a persegue e observa o vento a desnudar-lhe o corpo agitando suas vestes e a jogar-lhes os cabelos para trás. A fuga a deixa mais bela. O deus está cheio de esperanças e quando levado pelas asas do amor, roça-lhe as madeixas espalhadas pelo pescoço esguio. Ela exaurida pede socorro às águas do rio Peneu, seu pai: "ajuda-me, meu pai. Se vós os rios, tendes um poder divino, transforma-me e destrói esta beleza que faz com que eu o atraia demais". E de imediato a ninfa é metamorfoseada em árvore: o loreiro. Não restava nada de Dafne, a não ser a formosura.

Apolo abraça o loureiro e declara seu amor eterno: "serás a árvore a mim consagrada. Meus cabelos, minha lira, minha aljava sempre ostentarão o louro". O deus que cingia a bela fronte e cabelos com as folhas de qualquer árvore, passou a usar exclusivamente o louro em homenagem a Dafne.


Poetas, músicos e cantores: filhos das musas

As musas também foram objetos do desejo e aventuras de Apolo. Amou Talia e dessa união nasceram os Coribantes. Com Urânia, gerou o músico Lino e da sua relação com Calíope nasceu Orfeu, que era músico, poeta e exímio cantor.


Corônis e outros amores

É da sua união com a mortal Corônis que nasce Asclépio, primoroso nas artes da medicina. A ninfa ainda grávida, temendo que o deus - por ser eternamente jovem - a abandonasse na velhice, uniu-se a Isquis. O filho da união de Apolo com Corônis foi o motivo da expulsão do deus do Olimpo. Por ter assassinado os cíclopes, que foram responsáveis pela morte de Asclépio, Apolo foi expulso do Olimpo por Zeus e exilado em Feres.

Quando enamorou-se de Cassandra, também não foi feliz. Apolo consedeu à jovem o dom da profecia, mas ela recusou-se a entregar-se ao deus, que cospe-lhe na boca, tirando sua credibilidade. Embora profetizasse a verdade, ninguém acreditava no que Cassandra dizia. Apolo também amou a advinha Manto, filha de Tirésias, e teve uma paixão violenta pela bela ateniense Creúsa.

E mais e mais amou Apolo, com vitórias e fracassos.


Jacinto: adolescente transformado em flor

Desventuroso também foi o amor de Apolo por Jacinto, adolescente de rara beleza, que o deus amou eternamente. Estavam uma tarde numa competição, quando um disco arremessado por Apolo é desviado pelo ciumento vento Zéfiro, que também amava Jacinto. O disco atinge a fronte do adolescente que tomba ao chão, mortalmente ferido. Apolo tenta todos os recursos da sua arte curativa para trazer de volta o jovem que tanto ama, mas os esforços são inúteis. O deus então faz brotar do sangue do jovem, espalhado na relva, uma flor brilhante e purpúrea, o Jacinto, como homenagem de amor.

Para Zeus - supremo senhor dos deuses e dos mortais - já era tempo de Apolo ter restabelecido todos seus direitos e voltar ao Olimpo. E assim, reconquistando todos os seus atributos, Apolo foi designado para espalhar luz no mundo.


Fontes de pesquisa:
Mitologia Grega, de Junito Brandão
As Metamorfoses, de Ovídio


Stela Brito é astróloga e contadora de histórias.



O Sol
Para saber mais:


O Sol: luz e consciência
Aprofunde-se no significado do Sol em seu Mapa do Céu.

Os amores de Apolo
Saiba quais foram as grandes paixões do deus Sol.

Mito indígena do Sol
Saiba como os índios brasileiros contam a história do surgimento do astro luminoso.

Mito de Amaterasu: a deusa da luz
Conheça a história da deusa japonesa que comandava as planícies do paraíso.






Fale Conosco - Política de Privacidade
Copyright © 1998-2006. Todos os direitos reservados. Porto do Céu é marca registrada da Paládio Comunicação.