 |
 |

 
|

casa VII
Associar - Casamento e Sociedades
O ocaso da Psique
Graça Carvalho
-
Astróloga
Por que temos tanta necessidade das outras pessoas? E por que o nosso convívio com elas é tão complicado? A astróloga Graça Carvalho vai apresentar a você o setor prático da sua vida que fala dos relacionamentos, a sétima Casa Astrológica. Todos os seres humanos buscam um complemento, mas será que sabem ceder para que haja harmonia entre o "eu" e o "outro"?
A
s doze casas do mapa do céu são divididas em quatro setores. O primeiro é representado pela As (Ascendente),o segundo pelo IC (Imun Coeli ou Fundo do Céu), o terceiro pelo DS (Descendente) e o quarto pelo MC (Meio do Céu). O signo descendente é aquele que estava na mesma posição onde ocorre o pôr-do-sol, descendo na linha do horizonte, na hora do nascimento de uma pessoa.

Ele apresenta situações naturalmente opostas em relação ao signo do Ascendente, que nascia na linha contrária. Enquanto o ascendente representa a autoconsciência, o descendente é a Complementação, o ocaso da alma, é a consciência do outro.
O descendente ou terceiro quadrante, ponto cardeal, é iniciado pela Casa VII. Aqui, inicia-se a aprendizagem da complementação, a sabedoria de que não estamos sós, que o outro pode ser o nosso espelho e que muito sobre nós mesmos poderá ser compreendido através dos contatos, dos relacionamentos, das sociedades, dos casamentos. Casamento entende-se qualquer relacionamento baseado em compromissos mútuos, contraído legalmente ou não. Embora seja mais conhecida como a casa do casamento, é também curiosamente indicada como a "Casa dos inimigos declarados".
A Casa VII representa o encontro do homem com o Sagrado, na medida em que ele se desvencilha da prisão de "sua vontade" e passa a perceber que existe algo divino nos encontros dessa existência, e de que nada acontece por acaso, mas sim, por ocaso. Os encontros que acontecem são "colocados" em nossas vidas como se fossem provações, exercícios para unir a nossa alma, que é bastante fragmentada, através de uma outra história de natureza mais transcendental, definitiva em nossas vidas. Se isso não for visto numa relação, perderemos não só a relação, mas a possibilidade de crescer nela e com ela.
Assim como o Sol, em sua natureza, tem que se pôr para que a noite nasça, as pessoas também necessitam se retirar por um momento para dar espaço ao outro. E na hora que esse Sol se põe, nós, que surgimos com ele na Casa I, no momento do nascimento, teremos que se pôr com ele, também. O caso é que nós não estamos acostumados com as trevas, a sair de cena e deixar que o outro ou uma outra coisa brilhe em nosso lugar e ocupe o centro.
Aqui é bom ficar claro a importância de se pôr. Se pôr significa deixar de fazer determinada coisa que queremos e fazer aquilo que o outro prefere. Claro que o casamento perfeito é aquele em que o outro faz o mesmo. Todos nós temos uma Casa VII, logo, todos têm o seu momento de se pôr, e quando isso não acontece, vêm as frustrações e as insatisfações, seja no nível emocional, afetivo, profissional ou de amizades.
Se retirar do centro significa anular sua vontade para atender o que for necessário em benefício do outro. É esquecer nossos próprios desejos e vontades e priorizar o assunto alheio, entrar em ocaso, deixar que algo ou alguém brilhe em nosso lugar enquanto ficamos nos bastidores. Assim, extrairemos de cada relação o que ela pode nos dar, com espontaneidade e naturalidade, de acordo com o equilíbrio da Vida. Afinal, relacionamento significa equilíbrio. Na "Casa do Outro" devemos esvaziar nosso egocentrismo e de uma forma prática e harmoniosa, deixar que os outros brilhem. Dar o que temos para dar, em vez de cobrar aos que não tem o que nos oferecer e receber dos que tem com satisfação.
A casa VII representa Eros, deus da emoção, oposto à Psique, representante da razão, da Casa I. Segundo a mitologia, Eros chega na calada da noite e foge antes do Sol raiar para que Psique não o veja. Só existe uma maneira de perceber Eros: colocar para fora o excesso de individualidade, de sol presente que a gente tem na vida. Só esvaziando nosso ego é que abriremos um espaço para conhecer a energia do amor, de Eros. Para isso, não é necessário criar novas relações e sim trabalhar as que já existem.
Com isso, aprenderemos a "prender" o Eros em nosso cotidiano, seja dia ou noite. Colocando o outro e as relações importantes que fazem parte da nossa vida no centro. Com justiça e equilíbrio estamos aptos a ir recebendo de cada coisa ou pessoa o que cada um tem para dar. Concentrando nossas energias, tempo, espaço e dinheiro no outro, podemos descobrir que as coisas são muito mais bonitas do que percebíamos anteriormente. Experimente.
Graça Carvalho é pisciana e astróloga de formação tradicional e e sócia fundadora do Sindicato dos Astrólogos de Pernambuco - Sinaspe.

Os três níveis da vida
Aprofunde-se no significado do mapa astrológico, conhecendo os três níveis
da vida retratados nele.




|  |
|
|
 |
|