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A tragédia americana
Uma interpretação astrológica

Roberta Tótora - Editora do site Porto do Céu

No céu desta semana, dois fatos astrológicos de destaque cercam o dia 11 de setembro. No dia 10, ocorreu uma ocultação do planeta Saturno, símbolo das estruturas e da segurança. No dia 12, será a vez de Júpiter, regente do poder, generosidade e sabedoria. A ocultação significa que as qualidades atribuídas ao planeta ocultado tendem a ficar temporariamente apagadas no período que cerca o fenômeno. Quem poderia imaginar que dentro do país e dos lugares supostamente mais seguros do planeta poderia acontecer uma tragédia como a ocorrida nos Estados Unidos? Onde está o poder que imaginávamos ter este país diante de uma situação catastrófica como esta?

Se tomarmos a estrutura teoricamente inabalável do World Trade Center, em Nova York, como símbolo da estabilidade financeira americana e também dos valores que regem a sociedade ocidental, dá para ter noção do que este fato simboliza. Para o astrólogo Eduardo Maia, toda a ilusão de que a tecnologia de ponta e domínio econômico são garantia de segurança e invulnerabilidade, sustentada arrogantemente pelos Estados Unidos e cobiçada pelos outros países do mundo, foi bombardeada junto com os prédios americanos. "Não existe tecnologia capaz de proteger os homens contra a falta de fraternidade. A fragilidade de nosso tempo reside justamente nesta ignorância", afirma Eduardo.

É claro que as duas ocultações não são o único símbolo astrológico deste acontecimento, mas estão somadas a outros fatores que também esclarecem sobre a natureza do atentado. "O grande erro das pessoas leigas, ao analisar um acontecimento astrológico, é esperar que o fato ocorra no mesmo dia da configuração celeste. Se existe uma conjunção importante, por exemplo, cria-se a expectativa de que alguma coisa extraordinária vai acontecer naquela mesma data", explica Celisa Beranger, colocando o eclipse de 11 de agosto de 99 como o início do ciclo que explodiu neste mês de setembro de 2001.

Naquela época, várias pessoas e seitas do mundo inteiro esperavam uma tragédia e não foram poucas as especulações sobre um possível fim do mundo, que coincidiria com a chegada do novo milênio. Para Celisa, o eclipse foi apenas um sinal marcado num ciclo muito maior, que anunciava as profundas crises que o homem contemporâneo está enfrentando, colocadas à mostra de forma brutal no episódio terrorista desta semana. Todas as situações que vinham se tornando mais freqüentes nos Estados Unidos e desmascarando o equilíbrio da sociedade americana - como o aumento da criminalidade entre crianças e adolescentes na escola, a intolerância racial e até mesmo a desorganização nas últimas eleições presidenciais - já eram indícios desta fragilidade.

O astrólogo Cid de Oliveira coloca que o eclipse de 1.999 simbolizou o advento de uma nova ordem do mundo, na qual todo e qualquer princípio espiritual é substituído e invertido por valores verdadeiramente satânicos, sem ter medo de exagerar no uso desta palavra. Esta inversão consiste em abafar a consciência, os valores morais e a Verdade em nome da ignorância e da falta de compreensão entre os povos. Se enxergarmos os Estados Unidos como regente da nova ordem mundial, o atentado terrorista poderia ser visto como uma reação válida ao estabelecimento do novo império, mas não é isto que pensa Cid. "Agora, qualquer atitude de força e intolerância tomada pelo governo americano será vista com bons olhos e até aplaudida por muitas pessoas e países", justifica. "Da mesma forma que a ecologia é tomada como uma obrigação ética de toda a humanidade, a resposta a este atentado também poderá vir a ser. Ninguém pensa nos seres humanos já envolvidos e que poderão ainda ser vítimas desta tragédia. É uma cena muito triste e não há justificativa para ela".

Eduardo Maia também frisa que a resposta do país à agressão que sofreu é fundamental para o futuro do mundo. Se o desrespeito ao ser humano guiar a atitude dos poderosos, vence a barbárie e as conseqüências serão desastrosas. Até o final do ano, ainda ocorrerão mais 7 ocultações, simbolizando que será preciso um esforço maior do que o comum para manter a segurança, o entendimento e a sensibilidade entre os povos. "Quem derrubou as torres não foi um único grupo, mas o racismo que impera no mundo inteiro. Se a resposta que derem for separativa e não promover a fraternidade, cada um deles (e de nós) terá que pagar a conta".


Eventos destacados pelos astrólogos

Último eclipse do milênio
11 de agosto de 1999

Os aspectos de conflitos e crises entre os planetas formaram uma cruz e um quadrilátero quase perfeito no mapa astrológico deste eclipse, ligando Sol, Lua, Marte, Saturno e Urano, numa configuração jamais vista, pelo menos, nos últimos 2 mil anos. Muitos astrólogos colocaram este eclipse como o marco do advento da barbárie generalizada e da banalização do mal. A crise acontece entre a forma como os homens enxergam o mundo, confundindo seus valores morais. A Era de Aquário se anuncia não como um período de fraternidade entre os povos, mas como a do individualismo exacerbado. Publicamos neste site que um dos fatos que poderiam ilustrar esta situação seria o reforço do fundamentalismo religioso e do nacionalismo étnico.

Oposição Saturno Plutão
5 de Agosto e 2 de Novembro de 2001
26 de Maio de 2002

Segundo Celisa Beranger, o ciclo entre os planetas Saturno e Plutão tem sua duração variando entre 33 e 37 anos e está relacionado às grandes mudanças na estrutura política mundial (como ocorreu nas duas Grandes Guerras), à emergência de nações e ainda às transformações culturais profundas. Neste ciclo, Saturno - a tradição e o conservadorismo, a concentração e sistematização do poder, a garantia e a imposição da ordem, a repressão, o controle e a resistência às alterações - encontra-se com Plutão, que representa as mudanças profundas, geológicas, políticas e sociais, as pressões e coações coletivas e a criação de uma nova ordem através da destruição da existente.

Ocultações de planetas

23 eventos, entre 21 de janeiro a 30 de dezembro de 2001-09-11

São eventos de efeitos rápidos, mas que comprometem temporariamente a clareza na tomada de decisões em relação às qualidades dos planetas ocultados. Como em 2001 estão acontecendo várias ocultações de Saturno, os assuntos ligados à segurança, estrutura e estabilidade tendem a "desabar". Júpiter, outro planeta bastante ocultado, está ligado ao poder ou ao abuso dele, à arrogância, ao esbanjamento e à falta de generosidade entre as pessoas. No Brasil, estas ocultações estão, segundo Eduardo Maia, relacionadas à crise de energia elétrica.

Ocultações de setembro a dezembro

10/09 - Lua oculta Saturno - 14º de Gêmeos - exposição da fragilidade do sistema de defesa, relacionado astrologicamente a Saturno, com os ataques terroristas e o desabamentos dos prédios americanos.

12/09 - Lua oculta Júpiter - 11º de Câncer - esta ocultação pode estar relacionada com a falta de sabedoria dos poderosos em lidar com a situação dos atentados e também a ausência de generosidade na resposta aos ataques.

07/10 - Lua oculta Saturno (retrógrado) 14º de Gêmeos
23/10 - Lua oculta Marte - 27º de Capricórnio
03/11 - Lua oculta Saturno (retrógrado) - 13º de Gêmeos
30/11 - Lua oculta Saturno (retrógrado) - 11º de Capricórnio
14/12 - Lua oculta Vênus - 14º de Sagitário
28/12 - Lua oculta Saturno - 9º de Gêmeos
30/12 - Lua oculta Júpiter (retrógrado) - 10º de Câncer






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