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Nodos Lunares
Deborah Camancho
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Astróloga
Os Nodos de um planeta são os dois pontos virtuais da intersecção de sua órbita com a Eclíptica (que é o caminho aparente do Sol). Esses pontos são opostos entre si e portanto formam um Eixo.
Os Nodos que usamos comumente são os Nodos Lunares: o Nodo Norte, também chamado de Nodo Ascendente ou Cabeça do Dragão. É o ponto onde a órbita da Lua cruza a Eclíptica de sul para norte; o Nodo Sul, também chamado Nodo Descendente ou Cauda do Dragão, que corresponde ao ponto onde a órbita da Lua cruza a Eclíptica de norte para sul.
Existem algumas questões com relação aos Nodos Lunares que devem ser abordadas. A primeira diz respeito à qual Nodo usar: se o Médio (Mean) ou o Verdadeiro (True). Tradicionalmente o Nodo Médio é o aconselhado, mas vale mencionar que a diferença entre ambas as posições pode chegar, no máximo, a pouco mais que 2 graus.
É curioso que alguns astrólogos e estudantes não configurem seus programas de Astrologia para representarem ambos os Nodos marcando apenas o Nodo Norte. Fazendo isso correm o risco de ignorarem uma conjunção com o Nodo Sul. Como sabemos, em toda e qualquer teoria astrológica a conjunção é sempre o aspecto mais forte. E especialmente quando estamos lidando com um Eixo (como no caso dos Nodos), o que deve ser levado em conta é a conjunção e não a oposição. Assim, a conjunção com um Nodo é importante para determinarmos de que forma o planeta se expressa. O Nodo Norte tem a natureza de Júpiter, portanto exerce uma influência benéfica sobre o planeta envolvido. Já o Nodo Sul tem a natureza de Saturno, é indicador de dificuldades envolvendo a função representada pelo planeta em questão.
Uma outra dúvida freqüente com relação aos Nodos Lunares é quanto à maior importância de sua localização: se por casa ou por signo. Como sabemos, o Ciclo Nodal Médio (período em que o Nodo percorre o zodíaco e volta a sua posição de origem no mapa) é de 18,6 anos e portanto ele permanece num mesmo signo em torno de 1 ano e meio. Mas, em função do movimento de rotação da Terra, todos os dias ele passará por todas as Casas. Assim podemos concluir que é a sua posição por casa no mapa natal que, de fato, particulariza a interpretação. Considerando seu movimento retrógrado (permanente no Nodo Médio) temos que se o Nodo cai próximo de uma cúspide devemos estar atentos pois na verdade ele está se dirigindo para a casa anterior. Quanto mais próximo a uma cúspide devemos investigar com o cliente sobre as casas em que os Nodos podem estar atuando. Aliás podemos nos surpreender com uma atuação em ambas as casas. Segundo Dom Néroman serão nessas áreas que a influência do Céu se fará mais intensa já que ali "o influxo estará mais concentrado e intensificado".
A técnica de Evolutivo de Néroman, o Fatum, dá grande ênfase aos Nodos. Segundo ele, o Dragão (como se refere aos Nodos Lunares) é o grande receptor dos influxos que o Céu emite e que constituem a base de sua teoria. E somente quando há também um envolvimento dos Nodos nos aspectos que o Fatum forma com os planetas natais (ou em trânsito) é que acontece uma transmissão perfeita desses aspectos, sem interferências nesses influxos. Segundo ele, o Dragão é a resultante de todas as influências às quais nos submete o Céu na nossa condição terrestre.
Também Dane Rudhyar e Alexander Ruperti têm trabalhos interessantes em que dividem o mapa por setores ou zonas a partir dos Nodos e interpretam os planetas levando em conta sua localização nessas áreas.
Temos ainda zodíacos gerados a partir das posições dos Nodos e cada um com uma função específica. O primeiro tem o Nodo Norte como Ascendente, num sistema de Casas Iguais e serve como uma opção, além do Mapa Solar (Sol no Ascendente), para casos em que não se conhece a hora do nascimento.
Há também um Zodíaco Dracônico, desenvolvido pelo argentino Néstor Echarte, e que tem o Nodo Norte como correspondente ao grau 0 de Àries. A partir daí, transformando as posições natais dos planetas para essas novas coordenadas temos um mapa de apoio para a interpretação do Mapa Natal. Esse novo mapa serviria para nos falar sobre fatores inconscientes. Na verdade, este é um zodíaco da Lua, não do Sol.
Cabe aqui também incluir o Mapa do Nodo Sul que nos é apresentado por Robert Jansky, pioneiro no campo da Astrologia Médica. Esse mapa é gerado a partir do Nodo Sul (tomado como o Ascendente), num sistema de Casas Iguais, e que vai tratar exclusivamente de questões de ordem física e da saúde do indivíduo.
Os Nodos são de grande importância nas técnicas de Sinastria. Contatos de planetas de uma pessoa com os Nodos de outra contam como fatores de atração entre as mesmas. Segundo Elói Dumón, os Nodos representam o impulso de nos unirmos aos demais, buscando o companheirismo, o amor à adaptabilidade, ou pelo contrário, a falta de adaptabilidade ou mesmo uma conduta anti-social.
Ainda que possamos ter dificuldades com pessoas do signo onde está a nossa Cauda, há quem já tenha observado que o problema esteja no signo da Cabeça (o que também faz sentido, sendo a Cabeça um ponto menos "familiar", o qual precisamos de um esforço consciente para incorporar). Verificar qual dessas teorias é mais válida é bastante fácil e pode gerar uma pesquisa interessante.
* Resumo dos temas de da reuniões mensais Encontros no 3/9, elaborados pela astróloga Deborah Camacho sob a coordenação de Celisa Beranger.
- Participantes: Celisa Beranger, Deborah Camacho, Gleide F.Gomes, Maria Fernanda Valente, Marilha Suzuki e Martha Pires Ferreira




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