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Navegação Animal e as Interferências Cósmicas
Carlos Fini
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Astrólogo
Quando pensamos em processos de vida em desenvolvimento, não podemos deixar de considerar o fato de que qualquer que seja este processo, este irá se manifestar dentro de um conceito de ambiente. É evidente que o conhecimento do meio ambiente para estes seres ( elementos químicos, bactérias, vegetais, estruturas orgânicas complexas como pássaros, peixes, mamíferos e também o homem ) é crucial para a existência do mesmo, sendo obrigatório seu mapeamento.
Também é conhecido o fato de que as mais variadas espécies, desenvolvem mecanismos complexos de adaptação ao meio, chegando inclusive a literalmente "esculpir" órgãos especializados para este fim.
Estes, evidentemente, não possuem muitas vezes a natureza do córtex cerebral e então surge a polêmica do aprendizado pois de certo para estas, conhecer onde estão representará um profundo conceito do existencial, ou seja, o mais importante significado de suas motivações.
O fato das mesmas existirem pôr si só, já significa que "sabem", mas não de forma córtica, e sim, através de mecanismos de interpretação, os conceitos básicos da ciência da natureza. Poderíamos chamar estes sensores de "interpretadores" das sensações do meio externo relativos ao corpo do animal, ou se quisermos, cérebros primários não tão especializados ou complexos, mas certamente funcionais. Não vale aqui entrar no mérito se estes possuem consciência do que fazem ou não, o que também não muda em nada o fato dos mesmos serem sensíveis às variações externas.
Quando se fala em meio ambiente, fala-se de tudo que compõe as complicadas relações das forças existentes : o mar, a terra, o ar, o vento, a luz, a gravidade e também, entre outras tantas, o movimento do sol, da lua a luz das estrelas e o geomagnetismo. Espécies mais complexas navegam buscando proteção e alimento, tendo estas a habilidade de saber de alguma forma o momento adequado para tais deslocamentos, o que evidentemente revelam o conhecimento das padronagens ou ritmos do meio, quer seja do dia ou mesmo do ano. Seres vivos adoram repetições, pois os mecanismos adaptativos são muito econômicos, daí sua predileção.
Conhecer os ritmos e se adaptar a eles! Eis algo muito velho. A civilização inclusive deve a este conceito bacteriano sua existência.
Se pensarmos que os seres humanos estão no último vagão do trem evolutivo, seria natural encontrarmos nos mesmos os sinais inequívocos de estágios anteriores e pôr sua vez, aceitarmos que algo em nossa estrutura interpretativa cerebral, como afirmam os fisiologistas, faz a ponte entre as variações mais sutis do meio ambiente e a nossa consciência.
Quando olhamos para espécies animais, de certa forma, podemos observar algo de nosso passado distante, pois os mesmos princípios de vida os governam. Também é de conhecimento dos biólogos o fato das interferências cósmicas afetarem, se não de forma direta, de forma indireta o comportamento das espécies. Neste pequeno ensaio, alguns conceitos podem ser introduzidos com a finalidade de se pensar o quanto os movimentos do céu podem afetar a vida na terra.
É fundamental que se diga que alguns elementos básicos são primordiais para o estudo das classes de interferências nos movimentos migratórios e mecanismos interpretativos das espécies. Alguns são : a gravidade, a luz, a polarização celeste, as linhas magnéticas e os mapas neurais. Estes elementos podem fornecer dados absolutamente relevantes no que tolhe a questões de interferências e as possibilidades de adaptação.





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