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Mapas Neurais
Carlos Fini
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Astrólogo
Algumas experiências tem demonstrado a capacidade de algumas espécies em transmitir geneticamente códigos que, traduzidos neurologicamente, transformam-se nos chamados mapas neurais, ou seja, memórias de lugares e padronagens, inclusive estelares, solares e lunares, que os mesmos jamais viram. Alguns exemplos podem elucidar um pouco o impacto do céu e os efeitos diretos sobre organismos vivos.
Orientam-se pela gravidade e pela posição do céu e da terra associadas às fontes de luz, geralmente provenientes do sol, buscando um senso de equilíbrio entre os olhos. Se alterarmos estas proporções, mesmo que de forma leve, os mesmos se perturbam em seus deslocamentos.
Possuem, pôr sua vez, uma engenhosa capacidade de polarizar a luz proveniente do sol sob a água, o que os torna experientes navegadores. Se considerarmos o fato de que o sol se movimenta de forma diferente no compasso anual, teríamos que admitir que certas espécies possuem a capacidade de mapear ciclos anuais de relação entre o movimento do sol relativo a determinadas latitudes da terra.
Peixes são dotados de eletroreceptores sensíveis às flutuações do magneto externo, chegando a sensibilidades inimagináveis. Outro exemplo claro é o do ornitorrinco, capaz de perceber variações na casa de 1 volt em centenas de quilômetros de água. Também é sabido que as algas possuem extrema sensibilidade ao campo eletromagnético, como é o caso da " tritonea diomedea".
Peixes elétricos, com suas linhas de recepção laterais, geram campos elétricos em torno de si e são capazes de ler as mudanças do campo em torno dele. Camarões utilizam as mares (portanto o ciclo lunar) para se deslocar, como o acontece no caso do " talitus saltador " de navegação vertical .
As formigas utilizam o sol como referência de sobrevivência. A engenhosa "Catagliphys bicolor" usa sua parte traseira para se orientar através sensibilidade à luz solar, tomando-a como referência para encontrar o caminho de casa. Outra formiga interessante é a "Lasius Niger", também muito sensível ao movimento do sol, capaz inclusive de perceber o movimento sutil de deslocamento sol em alguns minutos do seu percurso diurno.
Não se faz necessário aqui exemplificar o quanto os animais terrestres são sensíveis às flutuações de temperatura e luz, bem como aos efeitos da lua , sem contar obviamente o quanto as civilizações antigas dependeram dos astros para orientarem-se e construírem seus zodiacos-calendários, sempre baseados no sol ou na lua ou mesmo na combinação de ambos.
Grus, como outras aves, usam as chamadas termas para se deslocarem, o que depende diretamente do conhecimento do movimento do sol sobre o horizonte e sua culminação Superior, bem como sua altura e declínio relativo ao meridiano do lugar. Como os pássaros utilizam o vento e a direção do sol para navegar é natural também o conhecimento de uma astronomia própria . Não se poderia deixar de falar da "dança secreta das abelhas", que se faz de acordo com as posições relativas do sol e a direção do alimento, isto sem contar com seus receptores tripolares na cabeça para a polarização.
Em um experimento, provou-se a hipersensibilidade das abelhas aos campos eletromagnéticos, onde seu senso de orientação chegou a ser perturbado em ate 15 graus. Pássaros como o "bobolink " e o "Robin " navegam segundo o sol e o magnetismo, evidentemente tendo estes interpretadores das interferências cósmicas em seus corpos sensíveis o suficiente para serem inclusive perturbados em seus vôos se estas variáveis de luz e magnetismo existirem.
Pôr sua vez, borboletas tem seus sistemas de reativações metabólicas totalmente dependentes do nascer exato do sol, bem como planarias navegam sob o compasso lunar, como nos mostrou Frank Brown.
Em outra experiência em planetarium, aves reagiram às posições das estrelas do período migratório, de forma perfeita, revelando o fato de sempre migrarem a noite e sob um límpido céu.
A grande questão aqui é: se o homem possui nas regiões mais antigas de sua fisiologia cerebral órgãos capazes de mapear o meio natural, como os animais , por que então acreditar que somos os únicos a não sofrer interferência cósmica? Teria o córtex e a razão força suficiente para nos proteger disto ? Ou teríamos, de certa forma, perdido a capacidade de conversar com o mundo natural e perceber sua mensagem?





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